10 October 2012

MITT ROMNEY, O MENOR DOS MALES - THE LOWEST OF EVILS

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"A grande missão da América é derramar a luz da verdade e da democracia sobre todo o mundo". Não é a primeira vez que o "resto do mundo", atolado nas trevas e ditaduras, está ouvindo tal lema. Este postulado acompanha cada corrida presidencial nos Estados Unidos.

Mas desta vez, a palavra de ordem causou inquietação a muitas pessoas, porque Mitt Romney, um dos candidatos a presidente, é um alto hierarca da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Não é de excluir que no caso de sua vitória os Estados Unidos serão mandados por mórmons, consideram alguns peritos.

Nos Estados Unidos, os mórmons apoiaram tradicionalmente, inclusive financiando, o Partido Republicano. Contudo, é pela primeira vez que o posto de chefe de Estado é pretendido por um representante dos mórmons. Mas é compreensível. Até recentemente, a atitude da sociedade americana para com os mórmons foi, para não dizer mais, não uniforme. Os Cristãos consideram que os mórmons formem uma seita totalitária.

Tal é a opinião tanto de Católicos, como de Cristãos e da maioria de protestantes, diz Konstantin Bendas, bispo da União Russa de Cristãos de Fé Evangélica: "Os mórmons não podem chamar-se de Cristãos, porque falam de outra Escritura e de outra natureza de Cristo.

Aquilo que professam difere cardinalmente do Cristianismo Bíblico. Não penso que qualquer Igreja ou uma maioria Cristã seja movida por esta ideia, a aceite e os reconheça. Tanto menos na Rússia, onde a Igreja evangélica, protestante é muito conservadora na observação da Sagrada Escritura".

As crenças dos mórmons assentam em "revelação" do simples fazendeiro americano Joseph Smith Jr. No início do século XIX, aparecera diante dele o anjo Morôni e lhe transmitira um livro que relata sobre uma antiga geração de Israel que havia mudado para a América 600 anos antes do nascimento de Cristo. Após a ressurreição, Jesus Cristo havia visitado os americanos, partilhando com eles sua sabedoria divina.

Os peritos descrevem esta religião como sistema de mistérios, conhecimentos ocultos sobre o passado das Américas de antes de Colombo, abertos só para aqueles que acreditam nesta doutrina, em que se afirma que irão salvar-se só os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e os seus familiares. Aponta-se, naturalmente, a "eleição divina" dos Estados Unidos: o segundo advento terá lugar no território de Salt Lake City, onde Jesus Cristo irá salvar os eleitos.

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Esta é a ideologia! Na realidade, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a mais rica confissão da atualidade, que dispõe de meios financeiros de 30 bilhões de dólares. Este montante pode ser utilizado para quaisquer finalidades: tanto missionárias, como políticas. Todos os mórmons doam à Igreja uma décima parte dos seus rendimentos por maiores que sejam. O próprio serviço de segurança controla rigidamente esta regra.

A hierarquia na Igreja Mórmon é muito rigorosa. Graças à tal estrutura totalitária, os Santos dos Últimos Dias ocupam gradualmente nas últimas décadas altas posições também em outros países, destaca Alexei Yudin, perito em religiões: "Esta não é apenas uma comunidade americana, muito influente na sociedade dos Estados Unidos. São também comunidades espalhadas pelo mundo. Nos últimos dez anos, a Igreja Mórmon dinamizou fortemente sua atividade também no continente europeu e pode ganhar caráter de projeto internacional: um apelo messiânico realizado concretamente em forma de diferentes projetos empresariais. Isso também se reflete na política real".

Hoje, os mórmons controlam conhecidas corporações e grupos financeiro-industriais no mundo. Pertencem aos mórmons a maior rede de hotéis Marriott International, a companhia financeira americana American Express, a maior transportadora aérea europeia Deutsche Lufthansa AG, a companhia de auditoria Pricewaterhouse Coopers. No Credit Suisse, o principal banco da Suíça, o diretor executivo para a Europa, Oriente Médio e África é mórmon Eric Varvel. Muitos gerentes dos bancos centrais de Wall Street são mórmons.

Por exemplo, em 2010, o banco Goldman Sachs contratou 30 finalistas da Universidade Mórmon. Eles formam o esteio dos serviços secretos e das estruturas militares americanas e do Ministério das Finanças dos EUA. Mórmons têm laços muito fortes com Grupo Rothschild. Já se pode dizer que eles determinam muitos aspetos da política externa e interna dos Estados Unidos. A Igreja Mórmon utiliza todas as tecnologias informativas.

Nas palavras do ex-dirigente da Delegação Russa da Interpol, Vladimir Ovtchinski, é constituído um banco mundial de dados eletrônicos sobre todos os mórmons vivos e mortos no planeta, que inclui também suas ligações de parentesco. O FBI e a CIA utilizam amplamente a base de dados dos mórmons. Até hoje, os mórmons dispõem de informações sobre quase mil milhões de habitantes da Terra. Nenhum serviço de reconhecimento tem algo de semelhante, aponta Ovtchinski.

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Após a entrada de Romney na corrida presidencial, muitas comunidades Cristãs centraram de repente suas pregações num dos principais lemas do candidato-mórmon: "A América é luz para o mundo", embora as pregações Cristãs verdadeiras não se refiram ao regime político dos países, ressalta Piotr Eremeev, diretor da Universidade Ortodoxa da Rússia:

"O Cristianismo ensina ao homem e à sociedade os princípios da coexistência, do amor e da irmandade entre as pessoas. Quanto ao regime estatal, um cristão ou Cristãos, como comunidade, nunca viram a tarefa de sua missão na reestruturação de um Estado. É por isso que os Cristãos viviam tranquilamente em impérios e em reinos".

Os próprios americanos irão decidir a 6 de novembro quem irá ocupar o Salão Oval da Casa Branca. Mas, segundo aconselham peritos, os políticos devem preparar-se para "iluminação à americana", se nas eleições vencer Mitt Romney. Nas palavras de Vladimir Ovtchinski, 30 bilhões de dólares e 50 mil missionários espalhados pelo mundo, assim como figuras-chave no poder e nos serviços secretos são uma força importante e será necessário levá-la em conta.


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