02 December 2012

NÃO VIM TRAZER A PAZ E SIM A ESPADA - I HAVE NOT COME TO BRING PEACE BUT A SWORD

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Através dos anos, os Cristãos se sentem incomodados a respeito de várias passagens bíblicas que parecem contradizer a doutrina da não-resistência. Vejamos algumas destas passagens: Jesus disse que não veio para trazer paz à Terra, mas a espada. Ao dizer isto, não estava autorizando a guerra? É verdade que Jesus disse: "Não cuideis que vim trazer a paz à Terra, não vim trazer paz, mas a espada".

Ao fixar-nos somente nessa declaração poderíamos achar que Jesus estava dizendo que seus seguidores precisariam tomar a espada para lutar pelo Seu Reino. No entanto, quando lemos a passagem inteira, fica evidente que essa não era a intenção de Jesus. Quando lemos a passagem por completo, logo podemos ver que Jesus dificilmente está autorizando seus apóstolos pegar em armas e fazer guerras santas contra os que se opõem ao Reino de Deus. É exatamente o inverso!

Ele disse a seus apóstolos que os estava enviando como ovelhas no meio de lobos. As ovelhas não portam armas e elas não matam os lobos. Ao contrário, são os lobos que matam as ovelhas. Jesus estava dizendo-lhes que deveriam estar dispostos a morrer por Ele. Se eles não estivessem dispostos a morrer por Ele, não eram dignos Dele. A única coisa que Ele os autorizou a fazer em caso de violência foi fugir para outro lugar, se pudessem.

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Na realidade, a declaração de Jesus faz parte das instruções que Ele deu aos doze Apóstolos quando os enviou a pregar. Analisemos a passagem completa:

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos, portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas".

"E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho, e os filhos se levantarão contra os pais e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra. E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma, temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo".

"Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos Céus. Mas, qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos Céus. Não cuideis que vim trazer a paz à Terra, não vim trazer paz, mas a espada".

"Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim, e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perde-la-á, e quem perder a sua vida, por amor de mim, acha-la-á".

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Nos tempos antigos, a espada servia para dois propósitos. O uso que normalmente nos chega à mente era o da guerra, onde a espada se usava para matar. No entanto, a espada também era uma ferramenta que se usava para cortar e partir.

As Escrituras falam da Palavra de Deus como, "algo mais penetrante do que espada de dois gumes, que penetra até à divisão da alma e do espírito". Em Mateus, não está Jesus falando da espada da divisão? "Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. E assim os inimigos do homem serão os seus familiares".

Será que Jesus estava dizendo que as mães e as filhas tomariam a espada da guerra contra si mesmas, e matariam umas às outras? Será que estava autorizando os Cristãos a matarem seus pais e filhos, ou antes, estaria dizendo que o Evangelho provocaria divisões nas famílias? Acho que a maioria de nós pode ver que ele se referia a este último sentido. Nossa própria família pode nos deserdar e nos perseguir. No entanto, se damos mais prioridade a eles do que a nosso Senhor, não somos dignos Dele.

Pois bem, vamos refletir por um momento no que Jesus disse em Mateus com relação às prioridades. "Quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim". Se Ele não nos permite amar nem sequer a nossos próprios filhos mais do que a Ele, por que supomos que é aceitável amar a nosso país mais do que a Ele? E aos soldados que foram ver João Batista? João não lhes disse que depusessem suas espadas ou que abandonassem o exército.

Leiamos juntos a passagem: "E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-Lhe, Mestre, que devemos fazer? Jesus lhes disse. Não peçais mais do que o que vos está ordenado. E uns soldados o interrogaram também, e nós que faremos? Jesus respondeu. A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo".

A palavra grega que a versão corrigida e fiel traduz como "defraudar" é "diaseio", que literalmente significa "sacudir violentamente". Desta forma, Jesus na realidade estaria dizendo aos soldados que não agredissem nem matassem outras pessoas. Todavia, sem levarmos em conta como interpretemos a palavra grega "diaseio", continua o fato de que João era um profeta da antiga ordem, e não da nova.

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João nem sequer era cidadão do novo Reino de Deus. Sabemos isto porque Jesus disse a seus discípulos: "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João, o Batista, mas aquele que é o menor no reino dos Céus é maior do que ele". E Jesus disse: "A lei e os profetas duraram até João, desde então é anunciado o Reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele".

Resumindo, João foi um precursor que preparou o caminho para Jesus. Mesmo que sua mensagem a respeito do arrependimento inclua muitas coisas que Jesus pregou, ele foi o último profeta judeu e não o primeiro profeta Cristão. Deus não enviou João para que explicasse o Evangelho do Seu Reino. E quanto ao centurião romano? Jesus não lhe disse que tinha que abandonar o exército. E no caso de Cornélio? A Bíblia não diz se ele abandonou o exército após sua conversão!

Antes de tudo, vamos dar uma pequena olhada na passagem sobre o centurião:

Entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe e dizendo: "Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico e violentamente atormentado". E Jesus lhe disse: "Eu irei e lhe darei saúde". E o centurião, respondendo disse: "Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar".

E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: "Em verdade vos digo, que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo, que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaac, e Jacó, no Reino dos Céus. E os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, ali haverá pranto e ranger de dentes". Então disse Jesus ao centurião: "Vai, e como acreditaste, te seja feito". E naquela mesma hora o seu criado sarou.

A verdade é que Jesus não disse absolutamente nada a respeito da profissão deste homem. Ele não expressou nem aprovação e nem desaprovação. Na realidade, o importante nesta passagem não era destacar que este homem era um centurião, mas sim que antes era um gentio. É por isso que Jesus comentou: "Em verdade vos digo, que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé". Este incidente antecipava o fato de que, posteriormente os gentios mostrariam-se mais sensíveis ao Evangelho do que o povo de Israel.

JESUS CRISTO NÃO ERA JUDEU

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