09 March 2013

DESVENDANDO O APOCALIPSE - UNVEILING THE APOCALYPSE - 2ª PARTE


Apocalipse

Desde 195 a.C., a cidade de Esmirna possuía um templo consagrado à deusa Roma. Em Pérgamo, desde 29 a.C, fora instituído o culto ao imperador, e no ano 26 d.C. os esmirnenses ergueram santuários em honra a Tibério, Lívio e ao Senado. A cidade de Éfeso, no início do reinado de Augusto, construiu um altar dedicado a este soberano no recinto do "Artemision" ou templo de Artemis.

Os habitantes da Ásia Menor eram especialmente inclinados a tal forma de culto, pois se sentiam altamente beneficiados pelos governantes de Roma que haviam posto fim às guerras civis na região, assegurando à população prosperidade na indústria, no comércio e na cultura em geral.

Outro perigo para o Cristianismo se fazia notar na Ásia Menor. O povo dessa região era dotado de intensa diversidade religiosa, de sorte que dava acolhida não somente às religiões tradicionais do Império e ao Cristianismo, mas também às formas de culto recém-trazidas do Oriente. Denominados "os mistérios" de Mitra, Cibele, Apolo, etc, tais cultos fascinavam por sua índole secreta e promessa de divinização.

Apocalipse

Na Ásia Menor, uma religião como o Cristianismo que professasse rigorosamente um Deus único e transcendente manifestado por um só Salvador, Jesus Cristo, devia necessariamente defrontar-se com a aliança de todas as forças do paganismo, sistemas religiosos, interesses políticos, planos econômicos, e também com o combate unânime e cerrado contra o monoteísmo Cristão.

Ser discípulo de Cristo em tais circunstâncias significava sofrer o ódio e o boicote geral de parentes, amigos e concidadãos não Cristãos, de tal modo que até mesmo na vida cotidiana do lar, o Cristão se sentia sufocado por causa da sua Fé.

A situação impelia os discípulos de Jesus à apostasia em relação a sua crença ou a uma espécie de pacto com as idéias do paganismo, originando o sincretismo religioso, caracterizado principalmente pelo dualismo e o repúdio à matéria que a mística oriental propalava.

Apocalipse

Foi em tais circunstâncias sombrias que João escreveu o Apocalipse. Desta forma, as calamidades que o Apocalipse afirma que se desencadearão sobre o mundo não devem ser interpretadas ao pé da letra.

João, justapondo aflições na Terra e regozijo no Céu, queria precisamente dizer que as tribulações desta vida estão em relação estrita com a Sabedoria de Deus e foram cuidadosamente previstas pelo Senhor, que as incluiu dentro de um plano muito harmonioso do qual nada escapa.

Assim, ao padecer as aflições da vida cotidiana, os Cristãos devem lembrar-se que tais adversidades não esgotam toda a realidade, mas são apenas as facetas externas e visíveis de uma outra realidade que tem o aspecto redentor e grandioso.

DESVENDANDO O APOCALIPSE - 3ª PARTE
DESVENDANDO O APOCALIPSE - 1ª PARTE

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