28 maio 2014

A VIDA OCULTA DE FIDEL CASTRO - FIDEL CASTRO'S HIDDEN LIFE

FIDEL-CASTRO
O livro de memórias do militar reformado Juan Reinaldo Sánchez, um dos guarda-costas do ditador Fidel Castro, escrito em parceria com o jornalista francês Axel Gylde, lança um olhar profundo no estilo de vida hipócrita do líder comunista de Cuba, pois intitulava-se um homem do povo mas vivia dos prazeres fornecidos por sua fortuna desmesurada.

Através da leitura da "Vida Oculta de Fidel Castro" (Fidel Castro's Hidden Life), publicado por Michel Lafon, constatamos que o ditador de Cuba levou uma vida de hedonismo mimado (prazer como o bem supremo) e que detém uma fortuna tão grande quanto a da realeza britânica. A revista Forbes listou o cubano Fidel Alejandro Castro como um dos líderes mais ricos do mundo, em pé de igualdade com a rainha Elizabeth e o príncipe Albert de Mônaco.

Sánchez, agora com 65 anos e vivendo nos EUA, fazia parte da elite próxima de Castro e desvenda em seu livro os excessos e o luxo desfrutado pelo autocrata e por membros do seu círculo íntimo. O guarda-costas relata que o líder cubano governava e agia como se Cuba fosse seu feudo pessoal: "Castro era o cruzamento de um feitor medieval com Luis XV". Também descreve Castro como carismático, manipulador, egocêntrico e propenso a acessos de raiva que resultavam em "batidas com o pé no chão".

Sánchez revela que a totalidade dos cubanos sequer imagina que seu líder teve um estilo de vida além dos sonhos de qualquer cidadão decente, em total desacordo com os sacrifícios que Castro exigia do povo já sofrido. Cuba comporta quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado confortavelmente instalados em Miramar, os militares e policiais que perfazem metade da população, os empregados dos hotéis para turistas que recebem gorjetas em dólar e o povo miserável que recebe do governo uma cesta básica mensal que garante alimentação (sem carne) por uma semana.

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No livro de Sánchez, Fidel Castro é retratado como um homem obcecado pelo poder e riqueza apesar de se autodenominar como um exemplo de conduta para os socialistas cubanos. Por detrás desta fachada, fartava-se com o consumo desmedido que só uma mente burguesa poderia desfrutar, locupletando-se através do seu pseudo-potentado medieval e monárquico, a nação cubana.

Mas ao contrário do que acontece com a realeza, o líder cubano conseguiu manter sua vida de "prazeres capitalistas" como um segredo muito bem guardado a sete chaves. Castro viveu como um rei em Cuba e, na maior parte do tempo, residindo em sua luxuriante ilha privada Caya Piedra. Este paraíso caribenho de dois quilômetros de extensão, cercado por águas mornas azul-turquesa e recifes de coral intocados, era o domínio privado de um único homem, um ditador muito rico conhecido por El Comandante.

Sánchez relata em seu livro que Fidel praticava a pesca oceânica e submarina tendo como apoio seu luxuoso iate Aquarama II, equipado com poltronas de couro na cor creme e adornado com rara madeira nobre angolana. Invariavelmente, um exército de servos pessoais era mantido de plantão para servir o vinho branco gelado e uma mariscada exótica, além de preparar o lanche favorito do "Comandante", lagostim na brasa e Chivas Regal, seu uísque preferido.

Castro nunca renunciou aos confortos do capitalismo ou optou por viver em austeridade. Pelo contrário, seu modo de vida era de um capitalista sem qualquer tipo de limitações. Não considerou que fosse necessário respeitar seu próprio discurso socialista e seguir o estilo de vida austero de um bom revolucionário!

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O povo cubano desconhece a existência desta ilha privada e muito menos a vida opulenta que levava Fidel Castro. Sem uma imprensa livre em Cuba, é pouco provável que saibam algo mais sobre suas posses. Também não terão conhecimento da existência das outras jóias da coroa que compõem o portfólio de propriedades do seu líder que, de acordo com Sánchez, estende-se a dezenas de propriedades luxuosas.

Dentre as residências palacianas no continente, destaca-se a mansão em Havana, totalmente equipada com um centro médico, piscina, jacuzzi, sauna, pista de boliche no último piso e quadra de basquete coberta, bem como um bangalô anexo com marina particular. Os vários filhos de Fidel Castro já exibem a riqueza herdada, reconhecida nos carros importados e gastos no exterior, um fato recorrente entre os descendentes de ditadores.

A mais sinistra das propriedades de Fidel Castro, a afamada "Unidade 160", situa-se em Jaimanitas, uma obscura vila de pescadores. Esta fortaleza implantada no complexo de Punto Cero é descrita por Sánchez como "o bunker clássico de um ditador". Além de ser um depósito de armas para a guarda pessoal de Castro, também é o comando central das atividades secretas, como tortura de dissidentes e espionagem política.

Fidel circulava em seu Mercedes-Benz blindado abarrotado com suprimentos de emergência, armas diversas e uma Kalashnikov para uso pessoal. Sempre era acompanhado por mais de dez guarda-costas e dois doadores de sangue de plantão. Após ter sido alvo de tentativas de assassinato, Fidel ficou obcecado pelo medo de ser envenenado. Assim, manufaturava localmente toda a comida e bebida que ingeria. Uma vaca pessoal fornecia leite para o consumo diário do ditador cubano.




1 comentários:

Anônimo disse...

E ainda idolatram estes aproveitadores. Aqui no Brasil a população é espoliada e continua rindo que nem bobos. É triste assistir tanta ignorância.