25 April 2017

JESUS RESSUSCITOU - JESUS HAS RISEN

JESUS-RESSUSCITOU

A Ressurreição de Jesus Cristo é a essência do Cristianismo e responsável pela transfiguração da cosmovisão secular da humanidade. Sua grande importância sempre sobrepor-se-á a qualquer evento sobrenatural que tenha contribuído para a edificação do historicismo das religiões como um todo. Todos nós sabemos como a vida humana precede, mas não podemos aferir como será a vida espiritual além desta existência. Porém, a ressurreição de Lázaro revela um aspecto singular da ação de Deus como concessor da Vida Eterna.

Jesus retornara a Jerusalém para o enterro de Lázaro, mas nesta cidade da Judeia o antagonismo do Sinédrio contra Jesus era intenso. Assim que Jesus chegou para a cerimônia fúnebre, Marta pediu: "Senhor, se estivesse aqui meu irmão não teria morrido, mas agora sei que Deus proverá tudo o que Lhe pedires". Marta talvez considerasse Jesus como um simples intermediário que seria atendido por Deus, desconhecendo, pois não compreendia, que Ele era o Filho de Deus que se fez homem na pessoa de Jesus Cristo.

Marta pode ter pensado que Jesus ressuscitaria Lázaro, mas a sua reação de espanto quando Jesus realmente levantou-o dos mortos sinalizou sua descrença. Quando Jesus afirmou: "Seu irmão ressuscitará!", isto pareceu mais como um consolo do que uma certeza do fato consumado, desde que os hebreus pautavam seu futuro no incognoscível e incerto porvir. Mas é certo que a revelação de Jesus contida naquela frase dificilmente seria compreendido pelo homem comum, pois versava sobre a complexa metafísica da ressurreição humana.

JESUS-RESSUSCITOU

Jesus também revelou após ressuscitar Lázaro: "Eu sou a Ressurreição e a Vida, e quem crer em mim viverá, ainda que morra; e quem vive e crê em mim viverá para sempre". Mas, concluída a cerimônia, Jesus corria sério risco ao permanecer em Jerusalém, pois dentre a multidão escondiam-se os traidores que tramavam sua prisão para ser justiçado pelos rabinos talmúdicos. Assim, ao entardecer, os centuriões levaram Jesus para ser submetido à justiça de Caifás e do Sinédrio — o sumo sacerdote e a suprema corte judia de Jerusalém.

Logo após a detenção de Jesus, todos os membros do Sinédrio já reuniam-se na residência de Caifás para perpetrar sua vingança contra um inocente. Naquela época, era ilegal conduzir qualquer julgamento ou atividade cívil na noite da Páscoa, mas nem este fato impediu-os de seguir em frente com a perversa trama. Além de realizar uma reunião ilegal, os membros do Sinédrio ainda tentaram comprar testemunhas para apoiar as acusações contra Jesus, mas seus testemunhos eram incoerentes e sem fundamento.

Caifás, desesperado, presidiu uma demonstração pública de perjúrios contra Jesus, mas Seu silêncio demonstrou que não se rebaixaria ao nível dos falsos acusadores. Assim, impaciente, Caifás demandou que Jesus explicasse a Sua afirmação de que era o Filho de Deus. Jesus, calmamente disse: "Sou, e vocês verão o Filho sentado à direita do Pai". Caifás, dramático, rasgou as próprias vestes e gritou: "Blasfemou! Que necessidade temos de testemunhas?" O Sinédrio decretou a pena de morte pela crucifixão, e os fariseus, inimigos de Jesus, começaram a espancá-Lo.

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O covarde Caifás exigiu que Pôncio Pilatos confirmasse a condenação e execução, mas Jesus era galileu e o caso estava sob a jurisdição de Herodes. Então o astuto sumo sacerdote, com fingida humildade servil, colocou o destino de Jesus nas mãos de Pilatos. Seu palácio logo assumiu o aspecto de uma fortaleza sitiada, pois a cada momento aumentava o número de descontentes. Então, Jerusalém foi envolta por multidões oriundas das montanhas de Nazaré e mais além, como se toda a Judeia houvesse se deslocado para a cidade.

Declara Pôncio Pilatos: "Havia apenas uma pessoa que mantinha a calma no meio da multidão, Jesus de Nazaré. Depois de muitas tentativas infrutíferas para protegê-lo da fúria dos perseguidores implacáveis, adotei uma medida que, no momento, pareceu-me ser a única que poderia salvar sua vida. Conforme o costume hebreu o povo poderia escolher entre dois prisioneiros, quem seria executado ou libertado. Assim, ofereci à morte o criminoso Barrabás. Mas a multidão ainda vociferava que Jesus deveria ser crucificado".

Continua Pilatos: "Durante as comoções civis do Império nada poderia ser comparado ao que testemunhei na ocasião, o ódio furioso de uma multidão ensandecida. Parecia, verdadeiramente, que todos os espectros das regiões infernais estavam reunidos em Jerusalém neste momento. A multidão não caminhava, mas aglomerava-se e girava como um vórtice, rolando em ondas vivas a partir dos portais do Pretório até ao Monte Sião, uivando, vociferando, lamuriando, como algo que nunca se viu ou ouviu nas sedições de Pannonia ou nos tumultos do Fórum".

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Jesus foi submetido a um julgamento ilegal no meio da noite e executado em Jerusalém. Seu sepulcro foi lacrado e vigiado por uma guarnição romana a pedido de Caifás. Porém, após três dias, a Ressurreição foi proclamada pelo apóstolo Pedro: "Deus Pai ressuscitou Jesus e todos nós somos testemunhas do milagre". A primeira reação dos rabinos talmúdicos foi que os discípulos roubaram o corpo de Jesus na noite de sábado — uma admissão oficial que mais tarde serviria como uma concludente evidência da Ressureição para os futuros historiadores.

Carta de Pilatos a Tibério César Augusto: "Os discípulos proclamaram que Jesus ressuscitara como havia predito, e o fato criou mais comoção do que Sua morte. Quanto à sua veracidade não posso afirmar, mas depois de uma investigação repasso a vós, meu nobre soberano, todos os fatos para que possas examinar e dizer se estou em falta. Digo com certeza que José e os seguidores de Jesus ajudaram a encerrar o Nazareno na Sua mortalha, e que meus soldados testemunharam o ato do fechamento e lacre do sepulcro".

Escreve Pilatos ao imperador Tibério César Augusto: "Sabia que o Nazareno pregava sobre a ressurreição, assim ordenei que o oficial Malcus mantivesse uma guarnição ao redor do sepulcro para garantir que não fosse profanado, mas na manhã do domingo o sepulcro encontrava-se vazio. Malcus relatou que tinha situado o capitão Ben Isham com uma guarnição em torno do sepulcro, e me reportou que Isham e os centuriões estavam muito alarmados com um acontecimento no sepulcro". 

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Ben Isham reporta à Pôncio Pilatos: "No início da quarta vigília vimos uma luz suave sobre o sepulcro e pensamos logo que as mulheres vieram para cuidar de Jesus. Enquanto avivava estes pensamentos todo o local iluminou-se para cima, e parecia que dezenas de pessoas em suas mortalhas pairavam além do ar. Tudo estava girando e sentimo-nos em pleno êxtase, e até ouvimos uma música maviosa, o ar parecia estar cheio de vozes. Neste momento sentimo-nos fracos e a terra pareceu flutuar, meus sentidos me deixaram e não mais sabia onde estava".

Após a Ressurreição, Jesus encontrou Seus apóstolos em Betânia, um vilarejo na encosta do Monte das Oliveiras, situado a leste da cidade de Jerusalém. Ele os acompanha, e novamente enfatiza o trabalho missionário que devem realizar, dizendo: "Quando o Espírito Santo vier sobre vocês, todos receberão o Poder, e serão minhas testemunhas em Jerusalém e por toda a Judeia, na Samaria e em todas as regiões mais distantes da Terra". Então, após conversar durante horas com seus irmãos de Fé, Jesus ascendeu aos Céus.

Os apóstolos assistiam emocionados, já que vislumbravam a saudade do Mestre, até que uma nuvem cobriu a visão de Jesus e não conseguiram mais vê-Lo. Após a Ressurreição Jesus apresentara-se a eles na Sua forma humana, mas agora elevava-se aos Céus na forma espiritual. Enquanto os apóstolos observavam Jesus subindo aos Céus, dois anjos surgiram ao seu lado e perguntaram: "Homens da Galileia, por que ainda estão olhando para o alto? Este Jesus que do meio de vocês foi levado, agora só voltará na mesma forma que usou para estar com o Pai".

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O Novo Testamento fornece múltiplos testemunhos independentes quanto à historicidade das aparições de Jesus após a Ressurreição. A presença de Jesus diante do apóstolo Pedro é confirmada no relato de Lucas e a visitação diante Seus discípulos é confirmada nos escritos de Lucas e João, entre outros. Lemos os testemunhos da Sua presença junto às mulheres, em Mateus, João e Marcos. As aparições de Jesus cessaram após quarenta dias, exceto numa única vez para Paulo, que confirmou a natureza especial desta posterior visitação de Jesus.

Em Coríntios, a primeira epístola de Paulo à Igreja em Corinto, conhecemos sete aparições diferentes de Jesus para mais de 500 indivíduos: "Ele visitou Pedro e depois os Doze; depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e então a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, um que nasceu fora de tempo, pois sou o menor dos apóstolos e nem sequer mereço ser chamado apóstolo porque persegui a Igreja de Deus".

O número e a variedade dos testemunhos prestam um forte crédito ao historicismo da Ressurreição. Dentre as visitações destacam-se: Pedro (1), Tiago (1), Paulo (2), Caminhantes na estrada (3), Mulheres no jardim (5), Pescadores no lago (11), Discípulos em casa (15), Multidão na colina (25), Discípulos ao ar livre (30), Seguidores Cristãos (500), segundo o Novo Testamento. A maior evidência da Ressurreição foi a profunda alteração motivacional ocorrida nos discípulos, quando passaram do desânimo coletivo para um organização missionária muito eficaz.

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Foi a transformação do medo dos romanos para a convicção profunda nos Ensinamentos de Jesus, quando transmudaram-se em audaciosas testemunhas públicas da Ressurreição. Pedro transformou-se do covarde que negou Jesus a uma rocha e porta-voz da Igreja primitiva. Tiago tornou-se o líder da Igreja de Jerusalém, e Paulo foi transformado de um militante anti-cristão para o pioneiro na expansão mundial do Cristianismo — todos foram transformados em homens determinados a combater o poder de Roma e sacrificaram suas vidas em defesa do Cristianismo.

Não existe qualquer evento histórico que seja mais testemunhado, comprovado e reconhecido mundialmente do que a Ressurreição de Jesus Cristo. Mas se a evidência é tão convincente por que nem todos acreditam em Jesus? Talvez seja pelo fato de que a partir desta admissão, passariam a suportar compromissos morais e sociais que não desejam enfrentar; ou talvez, simplesmente não querem acreditar na existência de Jesus apesar das evidências a Seu favor. Mas seja como for, a transformação incutida na alma humana continuará para sempre.

Normalmente, o impacto e os testemunhos sobre qualquer evento decrescem ao passar dos anos, mas acontece justamente o contrário com a Ressurreição de Jesus Cristo. Atualmente, mais de 2 bilhões de seres humanos acreditam que Jesus é Nosso Senhor e Salvador, e o movimento cristão cresce cada vez mais, tocando pessoas de todas as culturas, credos e raças. Jesus Cristo nunca foi uma figura histórica, pois vive entre nós e pode transformar nossas vidas. Peçam, para que Seu amor e paz acalentem nossas almas solitárias.




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