27 October 2012

O JULGAMENTO FINAL - FINAL JUDGEMENT


JULGAMENTO-FINAL

Há numerosos testemunhos na Sagrada Escritura sobre a realidade e indisputabilidade do Julgamento universal futuro. Ele será universal, isto é, extensivo a todos os homens vivos e mortos, bons e maus, e de acordo com outras indicações dadas na palavra de Deus.

Solene e aberto, pois o Juiz aparecerá em toda a Sua glória com todos os Seus anjos diante da face do mundo todo. Estrito e terrível, executando toda Justiça de Deus. Final e definitivo, determinando por toda a eternidade o destino de cada um que for julgado. O resultado do julgamento será a recompensa eterna para os justos e o tormento para os que forem condenados.

Descrevendo as características da vida eterna dos justos depois do Julgamento universal, a palavra de Deus fala da mesma maneira a respeito dos tormentos eternos dos homens malignos: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno". O Filho do Homem dirá no dia do Julgamento: "E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a Vida Eterna".

Esta condição de tormento é apresentada na Sagrada Escritura como um lugar chamado de Gehenna. Refere-se ao vale de Hinnon nos arredores de Jerusalém onde eram feitas as execuções e também descartado todo tipo de "coisa suja". Como resultado havia um fogo queimando constantemente como prevenção contra doenças.

FINAL-JUDGEMENT

No Apocalipse de São João  esse lugar ou condição é chamado de "lago de fogo". O Apóstolo Paulo diz: "Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo". As imagens do "fogo que nunca se apaga" são evidentemente simbólicas e indicam a severidade dos tormentos.

São João Damasceno diz: "Os pecadores serão entregues ao fogo eterno, que não será um fogo material como o que estamos acostumados, mas um fogo que Deus conhece". São Gregório ensina: "Reconhece a Ressurreição, o julgamento e a recompensa dos justos pelo julgamento de Deus. E a recompensa para esses que foram purificados no coração será luz, isto é, Deus visível e conhecido. Mas para aqueles que são cegos na mente, isto é, para aqueles que se tornaram estranhos para Deus, serão trevas".

A Igreja baseando-se na palavra de Deus, reconhece os tormentos na Gehenna como sendo eterno e sem fim, e por essa razão condenou no Quinto Concílio Ecumênico o falso ensinamento dos origenistas, que diziam que os demônios e pessoas ímpias sofreriam no inferno somente por um certo tempo definido, e então seriam devolvidos à sua condição original de inocência.

JULGAMENTO-FINAL

Uma tentativa de interpretar os tormentos da Gehena num sentido relativo, ou seja, entender a eternidade como algum tipo de era ou período finito, foi feita na antiguidade assim como é feita hoje. Essa visão nega a realidade desses tormentos e são trazidas à tona concepções de um tipo lógico, como a desarmonia entre tais tormentos e a bondade de Deus, assim como a aparente desproporção entre os crimes que são temporais e a eternidade das punições.

Não cabe a nós definir os limites entre a inexprimível misericórdia de Deus e Sua justiça. Nós sabemos que o Senhor quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade, mas o homem é capaz através de sua própria vontade rejeitar a misericórdia de Deus e os meios de salvação.

Vejamos a descrição do Juízo Final quando Jesus falou acerca do Reino de Deus: "Vinde benditos de meu Pai, possuam por herança o Reino que está preparado para vós desde a fundação do mundo". Jesus alerta: "Pois eu prepararei para vós o Reino, mas o fogo Eu prepararei não para vós, mas para o diabo e seus anjos. Mas desde que vós vos jogastes no fogo, então acuseis a vós mesmos por isso".

JULGAMENTO-FINAL

Não temos o direito de entender as palavras do Senhor  condicionalmente, como ameaça ou como um meio pedagógico aplicado por Jesus. O próprio conceito de raiva em relação às consequências da interação Divina é condicional e antropomórfica.

Deus não rejubila nem fica com raiva, porque rejubilar e ficar ofendido são paixões. Ele não se comove pelos dons daqueles que o honram, pois isso significaria que Ele é movido por prazer. Ele é bom,  só concede bênçãos e nunca provoca dano, permanecendo sempre o mesmo.

Por outro lado se permanecemos bons, assemelhando-nos a Deus, somos unidos a Ele. Mas se nós nos tornarmos malignos, não assemelhando-nos a Deus, nós fazemos Dele nosso inimigo. Não é que Ele fica raivoso conosco de maneira arbitrária, mas são os nossos pecados que impedem que Deus brilhe dentro de nós e nos expõe à nossa consciência e moral que nos pune.

JESUS CRISTO NÃO ERA JUDEU

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