26 July 2012

JESUS, DEUS - JESUS, GOD


JESUS-DEUS

Jesus fazia declarações diretas a respeito de Si mesmo. Logo ficou claro para seus ouvintes que Suas proclamações o identificavam não apenas como um novo profeta ou mestre, mas como um homem que era mais que isso. Ele fazia alusões claras à Sua Divindade. Apresentava-se como a única via de ligação, que possibilitaria um relacionamento com Deus, o único recurso para o perdão dos pecados, e o único caminho para a Salvação.

Jesus Cristo é um nome e um título. O nome Jesus deriva da forma grega do vocábulo Jeshua ou Josué,  que significa "Jeová é Salvador" ou "O Senhor Salva". O título Cristo deriva da forma grega do vocá­bulo Messias ou do hebraico Mashiah, que significa "O Ungido".  O emprego deste título, Cristo, fala de dois encargos, rei e sacerdote. Ele apresenta Jesus como o prometido sacerdote, e rei das profecias do Velho Testamento.

O Novo Testamento apresenta nosso Deus,: Jesus Cristo. Os nomes a ele aplicados no Novo Testamento são tais que somente poderiam ser aplicados com justiça a alguém que fosse Deus. A maioria dos seguidores de Jesus eram judeus de profundas convicções religiosas, que acreditavam em apenas um Deus verdadeiro. Eram monoteístas até o fundo da alma, e no entanto, reconheceram-No como o Deus encarnado.

Devido à sua profunda formação rabínica, Pedro ainda teria menos probabilidade de atribuir divindade a Jesus, de adorar um homem de Nazaré e chamá-lo de Senhor. Mas foi exatamente o que ele fez. Reconheceu o cordeiro de Deus, Jesus, como sendo Deus. Respondendo à pergunta de Cristo sobre Sua pessoa, Pedro fez a seguinte declaração: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo".

A reação de Jesus a esta confissão de Pedro não foi uma palavra de correção, quan­to à justeza de sua afirmação, mas antes um reconhecimento da veracidade dela, e a fonte da revelação: "Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos Céus".

Marta, uma amiga de Jesus, disse-Lhe: "Eu creio que tu és o Messias, o Filho de Deus que devia vir ao mundo."  Natanael, o qual pensa­va que nada de bom poderia provir de Naza­ré, reconheceu que Jesus era: "O Filho de Deus, o Rei de Israel".

JESUS-GOD

No Evangelho de João temos a descrição de um confronto entre Jesus e alguns judeus. O atrito foi originado pela cura de um aleija­do, efetuada por Jesus num sábado, e os judeus perseguiam a Jesus, porque fazia estas tarefas no sábado. Mas Ele lhes disse: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também".

Quando ele chamou a Deus "Meu Pai", fez um pronunciamento que os judeus não poderiam interpretar de outra forma. Além disso, o Senhor deu a entender que enquanto Deus estava trabalhando, Ele, o Filho, trabalhava também. E nessa frase, outra vez os judeus compreenderam a impli­cação de que Ele era o Filho de Deus. Como consequência desta afirmação, o ódio deles se acirrou. Embora estivessem querendo an­tes de tudo persegui-lo, começaram a pensar em matá-lo.

Jesus não somente reivindicara uma igualdade com Deus, como seu Pai, mas tam­bém declarava que era Um com o Pai. Duran­te a Festa da Dedicação, em Jerusalém, Ele foi procurado por alguns líderes que lhe in­dagaram acerca de ser Ele o Cristo. Jesus encerrou Seu comentário dizendo: "Eu e o Pai Somos Um". 

Novamente pegaram os judeus em pedras para Lhe atirar. Disse-lhes Jesus: "Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai, por qual delas me apedrejais". Responderam-lhe os judeus: "Não é por obra boa que Te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois sendo Tu ho­mem, Te fazes Deus a Ti mesmo".

Jesus falou várias vezes de Si mesmo como sendo Um com Deus, em essência e natureza. Ele afirmou que: "Se conheceres a Mim também conhecereis a Meu Pai, e quem não honra o Filho não honra o Pai que O enviou. Se não honrais a Mim como honrais ao Pai, desonrareis a Um e ao Outro".

Jesus era o Deus-Homem. Ele era total­mente Homem, como se nunca houvesse sido Deus, e era Deus, como se nunca tivesse sido Homem. Sendo não apenas um homem finito, mas também um Deus infinito, Ele tinha a infinita capacidade de levar sobre Si os peca­dos do mundo.


3 comentários:

Diogo said...

A Divinidade de Cristo é uma verdade claríssima nas Escrituras e na Tradição Apostólica.

No Evangelho de São João, o Apóstolo diz claramente que o Verbo não somente "estava com Deus", mas que ele "era Deus":

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus".

João 1:1

Luiz said...

Jesus sabia que era Deus?É um fato que pede explicação.De onde surgiu a doutrina da preexistência e da Divindade de Cristo?

1-Não é plausível que os primeiros cristãos tenham criado ou forjado tal doutrina-E por que não?

Os discípulos de origem judaica eram totalmente avessos a qualquer tipo de endeusamento;isto feria o monoteísmo que Israel considerava seu privilégio exclusivo.De outro lado os cristãos oriundos do paganismo não deviam estranhar a deificação de seus heróis,pois conheciam “os homens divinos”.Mas o surto tão rápido da doutrina da preexistência e da Divindade de Jesus entre os cristãos deu-se nos primeiros anos da pregação cristã,quando a influência dos cristãos de origem pagã era nula ou quando a quase totalidade dos dirigentes da jovem Igreja era de origem judaica.

2-Por conseguinte ,o surto da doutrina da preexistência e da Divindade de Jesus só pode ser explicado porque houve uma revelação do próprio Jesus a respeito,revelação suficientemente credenciada para superar todas as resistências que tal doutrina deveria encontrar.E Ele Jesus procurou transmitir esta convicção por sua palavra ou por seus atos..

Repetindo:

- A fé na preexistência e na Divindade do Ressuscitado já se encontrava largamente presente nas comunidades cristãs menos de vinte anos após a Páscoa;

- Nessa época estava começando a evangelização do mundo pagão.O influxo de cristãos de origem pagã no aparecimento dessa doutrina deve-se considerar desprezível.Logo,essa evolução aconteceu no meio judeu.

- Ora,o meio judeu era visceralmente alérgico a semelhante doutrina;parecia-se mais com a idolatria dos homens divinizados e dos deuses descendo à Terra,concepção tida em horror pelo povo judeu;

- Tal doutrina não podia impor-se senão graças a uma certeza capaz de romper com todos os obstáculos:Jesus ensinara e Deus tinha confirmado seu ensino pela ressurreição.Não parece possível apresentar outra solução.

Tania said...

Salve Maria


Prezados senhores,

Parabéns pelos artigos muito elucidativos.


Sucesso,
Tânia

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