24 September 2012

EMP - ELECTROMAGNETIC PULSE


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POSSÍVEL CENÁRIO DE GUERRA

Israel detém a capacidade de desferir um ataque sobre o Irã utilizando um dispositivo nuclear para gerar um pulso eletromagnético (electromagnetic pulse ou EMP), que produz pouca radiação no solo mas carrega o potencial de eliminar todas as defesas eletrônicas e inutilizar o abastecimento elétrico do país.

Outra forma de disseminar um pulso eletromagnético, seria através de potentes armas de microondas, desenvolvidas através da tecnologia HAARP, já dominada pelos EUA e que já fazem parte do seu arsenal. Estas armas são capazes de gerar feixes concentrados de microondas de alta potência, e se instaladas em "mísseis cruzeiro" podem atingir alvos terrestres.

O pulso magnético ou EMP, produzido por um artefato nuclear ao ser detonado em grande altitude, cria um campo magnético muito forte, danificando equipamentos de comunicação, computadores, dispositivos eletrônicos conectados a fontes de alimentação ou antenas, sistemas de ignição de veículos e aeronaves.

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Uma EMP é uma explosão de alta intensidade de energia eletromagnética causada pela rápida aceleração de partículas carregadas. Uma onda de EMP cria três efeitos caóticos. Primeiro, o choque  pode alterar os dispositivos elétricos. O segundo efeito é semelhante a uma onda, que queimará circuitos e imobilizará componentes eletrônicos e sistemas. O terceiro é um efeito de pulso, que fluirá através das linhas de transmissão de energia, centros de distribuição e linhas. Qualquer um destes causará danos irreversíveis aos sistemas eletrônicos e redes de transmissão de energia elétrica.

Uma bomba eletromagnética ou e-bomb, é uma arma projetada justamente para tirar vantagem dessa dependência. Esse tipo de bomba destrói a maior parte das máquinas que funcionam à eletricidade, ao invés de simplesmente cortar a energia de uma região. Geradores se tornariam inúteis, carros deixariam de dar partida e não haveria a menor possibilidade de se fazer uma ligação telefônica. Em questão de segundos uma bomba eletromagnética poderia colocar toda uma cidade de volta ao passado ou deixar seu poderio militar totalmente inoperante.

A Terra e a sua alta atmosfera, a ionosfera, se comportam como condutores elétricos, e a atmosfera como um isolante. O resultado disso é que a alta atmosfera e a Terra formam um gigantesco capacitor capaz de armazenar uma tremenda carga elétrica. Se uma bomba atômica fosse detonada nas camadas altas da atmosfera, ocorreria a ionização do local da explosão pelo calor gerado, e esse gigantesco capacitor seria colocado em curto, descarregando toda a sua energia. A tensão desenvolvida chegaria a milhões de volts.

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Além do ataque localizado sobre o Irã, outro cenário que tem sido proposto por Israel é a detonação de uma EMP afetando todo o Oriente Médio, incluindo o próprio Israel, cujo exército já tem infra-estrutura e conhecimento para contornar e sobreviver a tais ataques. Isso permitiria que Israel direcionasse seus aviões diretamente contra o Irã, sem preocupações sobre a invasão dos espaços aéreos vizinhos, que estariam sem monitoramento devido ao blackout.

Uma detonação a uma altitude de várias milhas não só afetaria todos os componentes eletrônicos no Irã, como também pode danificar os sistemas elétricos do Oriente Médio, de grande parte da Europa e também afetar drasticamente todas as instalações militares dos EUA na região.

Neste tipo de cenário, o Irã ficaria totalmente desguarnecido, permitindo um ataque aéreo fulminante e efetivo  às suas instalações nucleares por parte de Israel, restando ao Irã uma retaliação futura através de armas químicas e biológicas, provavelmente contrabandeadas da Síria.

Caso não haja a intervenção dos EUA, Rússia ou China, a guerra seria localizada e nos livraríamos do espectro da WWIII. Mas, infelizmente, haveria milhares de vítimas civis entre Israel e Irã, até os ânimos se abrandarem.


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