17 February 2013

DEVEMOS SER RÍGIDOS E JUSTOS NA DEFESA DA FÉ CRISTÃ - WE MUST BE HARD AND FAIR IN DEFENSE OF CHRISTIAN FAITH

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A Cristandade, cujos membros contam-se na casa de bilhões, encontra-se na época mais conturbada da sua História. A resignação de um Papa, seja por qual motivo, pode levar ao questionamento do dogma da infalibilidade papal, e como agravante podemos citar a máxima que: "Um Papa nunca deve descer da sua cruz".

O Concílio do Vaticano II alterou os princípios do mundo Cristão objetivando o acréscimo de mais fiéis. Acrescentou a norma que é possível alcançar a Salvação em qualquer religião, afagando os protestantes, e transformou o Rito Sagrado da Santa Missa em "algo mais fácil", o que resultou numa permissividade nunca vista na Igreja Católica. Foi quando a apostasia e a heresia começaram a propagar-se na Igreja e na comunidade Cristã.

Agora, na expectativa da eleição do próximo Papa, observamos com pesar que considerações puramente políticas decidirão a nomeação papal. Cardeais pregando a tolerância ao casamento de pessoas do mesmo sexo, o uso de preservativos, o ministério feminino, celibato, etc, já vieram a público expressar suas oportunas opiniões.

O mais bem cotado candidato ao trono desocupado e que se encaixa perfeitamente a todas estas novas orientações é o cardeal de Gana, Peter Turkson, que já está em intensiva campanha eleitoral. Futuramente, se eleito, talvez leve a alcunha de "Peter, the Roman".

Antigamente a escolha do Papa se produzia através da "inspiração divina", mas atualmente tornou-se uma luta por poder e riqueza, denotando um total desrespeito aos ensinamentos de Jesus e demonstrando uma total "complacência herética", como nunca visto em qualquer período da História Cristã.

A tolerância desmedida tornou-se um meio de conquistar novos seguidores. Vamos conhecer a seguir como Jesus e os primeiros Cristãos lidavam com os heréticos, o mal e as contradições da vida Cristã.

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O romantismo difundiu entre os Católicos a ideia de que a caridade era incompatível com a rigidez no combate à heresia. O Evangelho de São Mateus relata o episódio ocorrido entre os fariseus, a caminho do rio Jordão para receber o batismo, e São João Evangelista, quando este os recebe com um impropério: "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera de Deus!".

Esse é o primeiro diálogo entre um Santo e os fariseus nos Evangelhos, e ao usar estes termos, São João não pecou por falta de caridade. Os fariseus estavam vindo confessar seus pecados e pedir o batismo a São João, aquele que Nosso Senhor considerou "o maior homem nascido de mulher", e este os recebe com palavras duríssimas ou mesmo ríspidas.

São João Batista era altamente caridoso, mas isso não o impedia de usar palavras rígidas e oportunas no momento certo.

Portanto, a caridade não exclui o uso de palavras duras e mesmo de rispidez quando se deve combater os inimigos de Deus, os hereges, aqueles que, ao invés de orientar com a verdade, trazem a mentira.

São Paulo, o Apóstolo, procurou sempre converter os judeus, os pagãos e pecadores, mas assim tratou e mandou tratar os hereges: "Porque há muitos desobedientes, vãos faladores e sedutores, principalmente entre os da circuncisão, aos quais é necessário fechar a boca. Repreenda-os duramente (Increpa illos dure)".

Nosso modelo de vida, Jesus Cristo, era manso e humilde de coração, mas rígido na defesa da Sua Fé em Deus. Ele expulsou os vendilhões do Templo, derrubou suas mesas e os tratou com palavras rígidas: "E expulsou a todos do Templo, e deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas".

Observamos, que a caridade não exclui nem mesmo o uso da força física. Os encontros e discussões de Jesus com os fariseus devem-nos também servir de modelo. Ele os repreendeu por diversas vezes, dizendo-lhes: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas".

No Evangelho de São João temos o diálogo entre Jesus e os fariseus, aos quais Ele os chama de "serpentes e raça de víboras" e de "sepulcros caiados".

Jesus foi rígido com os fariseus: "Vós sois filhos do demônio e quereis fazer a vontade de vosso pai. Porque os maus se alinham com o diabo, enquanto permanecem firmes no pecado e na má fé, como que na igreja de satanás", como nos revelou o Apocalipse.

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A Igreja Católica jamais poderia agregar doutrinas diversas e contraditórias, nem cometer erros doutrinários. São Tomás de Aquino falou muito sobre o bem e o mal, absolutos e relativos.

Por exemplo: um pai que dá uma palmada no filho ou o coloca de castigo, proibindo-o de fazer algo que gosta, está fazendo um mal relativo ao seu filho pois ninguém gosta de ser castigado, mas assim ele o faz para que seu filho aprenda a ter atitudes corretas e não perca sua Salvação, não perca o bem absoluto que é Deus.

As atitudes que aparentemente são más, isto é, que causam um mal relativo, têm como consequência o bem absoluto. A caridade não consiste somente em palavras agradáveis, porque muitas vezes não há como trazer a Palavra de Deus sem magoar aqueles que não A conhecem.

Muitas vezes o bom remédio é amargo e causa dor, mas pode trazer a saúde. São Paulo escreveu a Tito: "Porque há os que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por amor de um vil interesse. Portanto, repreenda-os duramente".

Nosso Senhor Jesus Cristo também não desejou ecumenismo com os fariseus, e sempre condenou de modo franco e aberto todos os seus erros e pecados: "Quando o joio se manifesta entre o povo de Deus, deve ser arrancado".

Paulo instruiu a Igreja dos Coríntios sobre como resolver o problema de imoralidade no meio da congregação. Ele usou palavras fortes para descrever a atitude certa em relação ao irmão que volta e permanece no pecado:

"Já sentenciei que o autor de tal infâmia seja entregue a satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor. Lançai fora o velho fermento. Agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, avarento, idólatra, maldizente, beberrão ou ladrão".

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Paulo escreveu aos Tessalonicenses: "Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente".

Jesus, que deixou o joio e o trigo no mundo, fortemente criticou a Igreja em Tiatira: "Tenho contra ti tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos".

Paulo resumiu bem a diferença entre a Igreja e o mundo: "Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor".

Na parábola do joio, Jesus ensina que não devemos tolerar pecadores: "Um homem plantou sementes no seu campo, mas o inimigo plantou joio no mesmo campo. Uma vez que o trigo e o joio começaram a crescer juntos, os servos sugeriram que arrancassem o joio. O dono da casa não os deixou tirar o joio. Ele deixou o joio crescer junto com o trigo até a colheita, quando o trigo foi recolhido e o joio foi queimado".

Algumas pessoas ensinam que esta parábola fala sobre a Igreja, mostrando que os pecadores convivem com os fiéis, aguardando o julgamento final de Deus, mas tal interpretação contradiz a palavra do Senhor.

O próprio Jesus explicou a parábola aos apóstolos, dizendo: "O campo é o mundo, e nele os pecadores convivem com os meus seguidores. Não peço que os tires do mundo e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou".

Embora os seguidores Dele fossem santificados não podiam sair do mundo, ainda. Jesus Cristo é Deus e homem verdadeiro, e Nele não há erro nem falta de amor.

JESUS CRISTO NÃO ERA JUDEU


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