06 November 2013

JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS - JESUS ​​CHRIST, THE SON OF GOD


JESUS-CRISTO-FILHO-DEUS

No silêncio da noite, interrompido apenas pelo crepitar da lenha consumida pelo fogo que se refletia tremeluzente nos olhos cinza-azulados e na fisionomia firme de Jesus, os discípulos reuniram-se ao Seu redor para conversar e aprender.

Havia uma progressão profunda nos Ensinamentos de Jesus desde o primeiro debate sobre a "perfeição que Deus exige dos homens", e uma aparente urgência quando declarou que a justiça dos escribas e fariseus não seria suficiente para alcançar o grau máximo naquela virtude.

Os discípulos ficaram impressionados com este alto padrão a ponto de questionarem se poderiam ser salvos. Mas neste momento histórico tinham suas mentes voltadas para a responsabilidade de formar o apostolado e anunciar os Ensinamentos — um pedido de Jesus durante a peregrinação de estudos à cidade de Cesareia.

Foi na histórica Cesareia que Simão Pedro, o apóstolo responsável pela fundação da Igreja de Jesus Cristo, compartilhou o Evangelho com o centurião romano Cornélio, que tornou-se historicamente conhecido como o primeiro gentio a converter-se ao Cristianismo.

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Assim, os discípulos de Jesus deveriam preparar-se para debater com os líderes religiosos do Templo, aprendendo tanto quanto possível sobre as leis dos profetas e conhecendo os temas mais debatidos entre os sacerdotes e os escribas hebreus.

Mas Jesus precisava que os apóstolos compreendessem que apenas o debate religioso não convenceria os religiosos de que Ele era o verdadeiro Messias, o Filho de Deus.

Neste ponto, os discípulos começaram a refletir como os líderes religiosos interpretaram mal — em um grau além da imaginação — as profecias sobre a vinda do messias dos hebreus e como foram distorcidas para conter crenças pessoais e preconceitos.

Eles discutiram sobre o fato das leis mosaicas, escritas para orientar a humanidade, terem sido mal interpretadas e questionaram porque os líderes religiosos modificaram a Palavra de Deus de tal maneira.

Argumentaram com sabedoria como o Deus Verdadeiro difundiu Sua Palavra para alcançar e tocar com ternura o coração dos homens, para que estes também aprendessem a compartilhar Seu amor com o próximo.

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Os discípulos observaram atentamente a dança da luz da fogueira refletindo-se no semblante sério de Jesus — o único Homem justo sobre a face da Terra — que serenamente fitava além deles, buscando a Sabedoria Divina numa comunhão íntima com Seu Pai.

Com grande intensidade e brandura Jesus advertiu-os sobre o falso messias que viria em Seu nome e alertou-os para não serem enganados. Então, Jesus olhou profunda e pausadamente para cada um dos discípulos e foi revelado que Jesus era o Verdadeiro Messias, o Deus Vivo na Terra.

Os apóstolos aprenderam a confiar nos exemplos do Mestre e não misturar Seus Ensinamentos com as tradições do mundo. Naquela noite, durante a última reunião com Seus queridos irmãos, Jesus contou que "deveria ir a Jerusalém" para cumprir os desígnios do Pai, e que na cidade que O acolheu sofreria injustiças e calúnias perpetradas pelos anciãos — principais sacerdotes — e escribas.

Jesus confirmou que seria crucificado e que no terceiro dia ressuscitaria para encontrar Seu Pai. Estas palavras finalmente desvendaram o mistério da Sua missão na Terra — Jesus veio como o Salvador e Redentor da humanidade!

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A frase "deveria ir a Jerusalém" significava uma necessidade Divina — era imperativo atender ao pedido do Pai —, pois o Filho do Homem deveria ser condenado à morte e a Lei de Deus deveria ser cumprida na sua totalidade, cada ponto e vírgula dela.

Podemos perceber que Jesus não estava ensinando um novo padrão de conduta ou uma nova regra de vida, pois Suas declarações eram provenientes diretamente da Lei Mosaica. O código mosaico era dividido em leis morais, civis, religiosas e cerimoniais, todas reveladas no Antigo Testamento.

Os discípulos aprenderam a admirar e respeitar os líderes religiosos porque pareciam possuir um entendimento superior das Escrituras. Estes sacerdotes citavam textos e sabiam quando os Testamentos foram escritos e quem os escreveu.

Estes religiosos conheciam o pano de fundo histórico e as circunstâncias que cercavam os personagens, parecendo conhecer a correta interpretação dos símbolos e passagens. Suas vidas e ações giravam em torno das Escrituras! No entanto, parecia estranho que todos os religiosos hebreus ensinassem da mesma forma apesar dos pontos de vista discordantes.

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Porque cada uma das facções religiosas agia como se a salvação dependesse da crença adequada a uma interpretação particular, pensaram os discípulos. Então passaram a debater sobre estas diferentes interpretações e compreenderam que nenhum dos sacerdotes concordava com a Vinda e com os Ensinamentos de Jesus.

Mas Jesus não veio para acabar com a ética do Antigo Testamento, pois Ele apenas tornou seu significado mais claro e suas demandas mais radicais. Ele veio para engrandecer a Lei e demonstrar o que significa amar ao próximo como amamos a nós mesmos!

Assim ensinou Jesus: "Não penseis que vim abolir a Lei e os profetas, não vim suprimir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o Céu e a Terra passem, nem um ponto da Lei passará até que tudo seja cumprido".

Jesus não queria acabar com a velha ética, mas ampliá-la e aprimorá-la. Esta ampliação das Leis não mudou o objetivo do Antigo Testamento e sim tornou-o mais distinto — agora todos os detalhes destacam-se com uma clareza surpreendente!

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Jesus ensinou que o único tipo de justiça aceitável era conduzir-se com retidão durante a vida na Terra. Os discípulos, confrontados com este pré-requisito, perceberam sua condição faltosa e perguntaram como seriam salvos.

Então Jesus foi mais específico e citou os Mandamentos e Leis do Antigo Testamento. Todas essas disposições apresentadas por Jesus formavam a Lei Mosaica revelada no Pentateuco — os cinco primeiros livros do Velho Testamento (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio)Assim, os apóstolos retomaram o estudo das Escrituras.

Quando Jesus mencionou aos apóstolos sobre a ameaça e os rumores de guerra, mas dizendo-lhes para não entrar em pânico, eles acabaram por levar muito a sério a profecia. Mas agora, mais relaxados, puseram-se a devanear, e seus pensamentos divagaram para uma série de diferentes eventos históricos:

Para o tempo das guerras antigas onde os exemplos de sabedoria nunca poderiam ser mal interpretados. Lembraram quando Abraão perseguiu os amoritas — povos semitas que habitavam a Síria e Palestina no III milênio a.C. — e como apenas 320 homens armados derrotaram os exércitos assírios.

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Também recordaram da batalha ao redor de Eliseu, cheia de cavalos e carros de fogo, e como Elias enfrentou os guerreiros de Baal. Lembraram-se quando a Assíria vangloriou-se das vitórias dando crédito aos seus deuses, e como foi derrotada por um anjo que enfrentou 200.000 assírios em uma noite.

E quando o Senhor deu a vitória a Abraão que libertou todos os habitantes de Sodoma sem nenhuma perda de vida. Recordaram quando Gideão e seus homens venceram os midianitas e como o Senhor apareceu a Josué antes de Jericó ser conquistada.

Refletiram sobre o fato de que Deus nunca deixou Seus seguidores passarem por aflições e constrangimentos. Argumentaram animados como Deus protegeu Seu povo nas guerras, durante a fome, pestes e tragédias, não importando quando ou onde eles estivessem.

Novamente imersos na paz do silêncio da noite e tendo por companhia Jesus, os discípulos silenciaram-se, satisfeitos com suas descobertas. Então Jesus seriamente perguntou: "Mas vós, que dizeis quem eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus".

JESUS CRISTO NÃO ERA JUDEU



1 comentários:

Anonymous said...

Um texto maravilhoso e comovente. Fui transportado até a época de Jesus e sentei-me ao Seu lado, em volta da fogueira. Deus lhe guarde.

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