10 janeiro 2013

A ENTREVISTA - UNIÃO DE BANCOS SUIÇOS - INTERVIEW - UNITED BANKS OF SWITZERLAND


Union-Bank-Switzerland

Entrevista com um banqueiro suiço realizada em Mosсou

P: O que nos pode dizer sobre o seu envolvimento no setor bancário suiço?

R: Trabalhei em bancos suiços durante muitos anos. Fui nomeado como um dos melhores diretores de um dos maiores bancos suiços. Durante minha carreira, estive envolvido no pagamento direto em líquido a uma pessoa que matou o presidente de um país estrangeiro. Eu estive na reunião onde foi decidido o pagamento dessa quantia em dinheiro ao assassino. Isso deu me dores de cabeça dramáticas e perturbou minha consciência. Este não foi o único caso mau, mas foi o pior.

Tratava-se de uma instrução de pagamento de uma encomenda por parte de um serviço secreto estrangeiro escrita à mão, dando a ordem para pagar uma determinada quantia a uma pessoa que matou um líder supremo de um país estrangeiro. E não foi um caso isolado.

Recebemos muitas cartas manuscritas do mesmo tipo de serviços secretos estrangeiros a dar ordens de pagamento em dinheiro, a partir de contas secretas, para financiar revoluções ou para matar pessoas. Posso confirmar o que John Perkins escreveu no seu livro “Confessions of an Economic Hit Man”. Existe realmente um tal sistema, e os bancos suiços estão envolvidos em tais casos.

P: O livro de Perkins também está traduzido e disponível em russo. Você pode nos dizer qual é o banco e quem foi o responsável?

R: Foi um dos três maiores bancos suiços na época, e tratava-se do presidente de um país do terceiro mundo. Mas eu não quero dar muitos detalhes, porque eles vão me achar facilmente se eu der o nome do presidente e o nome do banco. Eu arriscaria minha vida.

P: Você também não pode nomear alguém do banco ?

R: Não, eu não posso fazer isso, mas posso assegurar-lhe que aconteceu. Havia várias pessoas na sala de reuniões. A pessoa encarregada do pagamento físico do dinheiro veio até nós e perguntou se ele estava autorizado a efetuar o pagamento de uma quantia tão grande em dinheiro a essa pessoa, e um dos administradores explicou o caso e todos os outros disseram: “ok, podes prosseguir!”.

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P: Será que isso aconteceu frequentemente? Trata-se de uma caixa negra?

R: Sim. Era um fundo especial administrado num local especial do banco, onde todas as cartas codificadas vinham do exterior. As cartas mais importantes foram escritas à mão. Nós tínhamos que decifrá-las, e nelas encontrava-se a ordem de pagar uma certa quantia em dinheiro a partir de contas para o assassinato de pessoas, o financiamento de revoluções, o financiamento de greves, financiamentos de todos os tipos de partidas. Eu sei que algumas pessoas que são membros do Bilderberg estavam envolvidas em tais ordens. Quero dizer que eles deram ordens para matar.

P: Pode nos dizer em que ano ou década aconteceu?

R: Eu prefiro não lhe dar o ano exato, mas foi na década de 80.

P: Esse tipo de trabalho foi um problema para si?

R: Sim, um problema enorme. Eu não consegui dormir durante vários dias, e a certa altura larguei o banco. Se eu lhe der muitos detalhes, eles vão me encontrar. Vários serviços secretos no exterior, principalmente de língua inglesa, davam ordens para financiar atos ilegais, incluindo o assassinato de pessoas através de bancos suiços. Tivemos de pagar sobre instruções de potências estrangeiras pelo assassinato de pessoas que não seguiram as ordens do Bilderberg, do FMI ou do Banco Mundial, por exemplo.

P: São revelações surpreendentes estas que você faz. Por que sente a necessidade de falar disso agora?

R: Porque o Bilderberg reune-se na Suiça este ano. Porque a situação mundial está a piorar cada vez mais. E porque os maiores bancos na Suiça, estão envolvidos em atividades antiéticas. A maioria destas operações estão fora do balanço. É o múltiplo do que é declarado oficialmente. Isso não é verificado e escapa a qualquer tributação. Os números envolvidos têm um grande número de zeros. Trata-se de quantidades enormes.

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P: Portanto, estamos a falar de bilhões?

R: É muito mais, são milhares de bilhões, totalmente não controlados, ilegais, e situando-se fora do sistema fiscal. Basicamente, é um roubo que prejudica a todos. Quero dizer, a maioria das pessoas normais pagam impostos e obedecem às leis. O que acontece aqui é totalmente contra os nossos valores suiços, como a neutralidade, a honestidade e a boa fé. Nas reuniões em que participei, as discussões iam completamente contra os nossos princípios democráticos.

Veja, a maioria dos gerentes de bancos suiços já não são locais, são estrangeiros, principalmente anglo-saxônicos, americanos ou britânicos, eles não respeitam a nossa neutralidade, não respeitam os nossos valores, eles são contra a nossa democracia direta, eles apenas utilizam os bancos suiços para seus fins ilegais.

Eles usam grandes quantidades de dinheiro criadas a partir do nada, e destroem a nossa sociedade e pessoas no mundo apenas por ganância. Eles buscam o poder e destroem países inteiros, como Grécia, Espanha, Portugal ou a Irlanda, e a Suiça é um dos últimos da lista.

Eles usam os chineses como escravos. E alguém como Josef Ackermann, um cidadão suiço, que é o grande patrão de um banco alemão, usa seu poder para satisfazer sua ganância e não respeita as pessoas comuns. Tem vários processos na Alemanha e agora também nos Estados Unidos. É um Bilderberger e ele não se preocupa com a Suiça ou com qualquer outro país.

P: Está a dizer que algumas dessas pessoas que você menciona estarão presentes na reunião de Bilderberg a ser realizada em junho, em St. Moritz?

R: Sim.

P: Então, eles ainda estão em posição de poder?

R: Sim. Eles têm grandes quantidades de dinheiro disponível, e estão a usá-las para destruir países inteiros. Estão a destruir a nossa indústria e a construí-la na China. Por outro lado, abriram as portas da Europa a todos os produtos chineses. A população ativa da Europa ganha cada vez menos. O verdadeiro objetivo é destruir a Europa.

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P: Você acha que a reunião de Bilderberg em St. Moritz tem um valor simbólico? Porque em 2009 foi na Grécia, em 2010, em Espanha, e olhe o que aconteceu com eles. Será que isto significa que a Suiça pode esperar algo de ruim?

R: Sim. A Suiça é um dos mais importantes para eles, porque há lá muito capital. Eles reúnem-se lá porque, entre outras coisas, eles querem destruir todos os valores que a Suiça defende. Veja bem, isso é um obstáculo para eles, não estando na UE, ou no Euro, não é totalmente controlada por Bruxelas, e assim por diante.

Com relação aos valores, não estou falando dos grandes bancos, porque eles já não são suiços, a maioria deles são controlados por americanos. Refiro-me ao verdadeiro espírito suiço que pessoas comuns valorizam e praticam.

É claro que isso tem um valor simbólico, como você diz, no que diz respeito à Grécia e à Espanha. Seu objetivo é ser uma espécie de clube de elite exclusivo que dispõe de todo o poder, e o resto do mundo é empobrecido e rebaixado.

P: Você acha que o propósito de Bilderberg é criar uma espécie de ditadura mundial, controlada por grandes empresas internacionais, onde não haverá mais estados soberanos?

R: Sim, a Suiça é o único lugar com democracia direta, e está no caminho deles. Eles usam a chantagem do “too big to fail” (demasiado grande para falir), como no caso da UBS, para mergulhar o nosso país numa grande dívida, como aconteceu com muitos outros países. Em última análise, talvez eles queiram fazer com a Suiça que eles fizeram com a Islândia, com todos os bancos e o país em falência.

P: E também fazê-la aderir à UE?

R: Claro. A UE está sob o punho de ferro do Bilderberg.

P: O que poderia impedir este projeto?

R: Bem, é por isso que estou a falar consigo. É a verdade. A verdade é o único caminho. Acender a luz do projetor sobre a situação, expô-los. Eles não gostam de estar no centro das atenções. Temos de criar transparência no setor bancário e em todos os níveis da sociedade.

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P: Portanto, o que está a dizer é que há um lado bom na atividade bancária suiça, e há alguns grandes bancos que estão a fazer mau uso do sistema financeiro para as suas atividades ilegais.

R: Sim. Os grandes bancos formam os seus funcionários com os valores anglo-saxões. Eles os ensinam a ser gananciosos e cruéis. E a ganância destrói a Suiça e o resto do mundo. Como país, temos a maioria dos bancos a operarem da forma mais correta do mundo, se você olhar para os pequenos e médios bancos. São só os grandes que operam a nível mundial que são um problema. Eles já não são suiços, e não se consideram como tal.

P: Acha que seria bom as pessoas exporem o Bilderberg e mostrar quem eles são realmente?

R: Eu acho que o caso Strauss-Kahn é uma boa oportunidade para nós, porque mostra que essas pessoas são corruptas, doentes mentais, tão doentes que eles estão cheios de vícios e os vícios são mantidos em segredo sobre as suas instruções. Muitos deles, como Strauss-Kahn, violam mulheres, outros são sado masoquistas, ou pedófilos, e muitos estão envolvidos no satanismo.

Quando você entra em determinados bancos, você vê esses símbolos satânicos, tal como no Banco Rothschild, em Zurique. Essas pessoas são controladas através de chantagem por causa de suas fraquezas. Eles devem seguir as ordens ou eles serão expostos, destruídos ou até mesmo mortos. A reputação do Sr. Strauss-Kahn, não foi apenas assassinada na mídia de massa, poderá também ser literalmente assassinado.

P: Visto que Ackermann faz parte do comité de direcção do Bilderberg, você acha que ele tem um papel importante na tomada de decisões?

R: Sim. Mas há muitos outros como Lagarde, que provavelmente será o próximo cabeça do FMI, também membro do Bilderberg, e também Sarkozy e Obama. Eles têm um novo plano para censurar a Internet, porque a Internet ainda é livre. Eles querem controlar e usar o terrorismo, ou qualquer outra coisa como desculpa. Eles podem até mesmo planejar algo horrível de maneira a terem uma desculpa.

P: Esse é o seu receio?

R: Não é apenas um receio, eu tenho a certeza. Como eu disse, eles deram ordem para matar, portanto eles são capazes de coisas terríveis. Se eles sentem que perdem o controle, como no caso do levante agora na Grécia e na Espanha e, talvez, na Itália a seguir, então eles podem montar outro Gladio.

Eu estava perto da rede Gladio. Como sabe, eles instigaram o terrorismo pago com dinheiro americano para controlar o sistema político na Itália e em outros países europeus. Em relação ao assassinato de Aldo Moro, o pagamento foi feito através do mesmo sistema que lhe falei.

bilderberg

P: Ackermann tinha parte desse sistema de pagamento num banco suíço?

A: (sorrisos) … você é o jornalista. Olhe para sua carreira e a rapidez com que ele atingiu o topo.

P: O que você acha que pode ser feito para neutralizá-los?

R: Bem, existem muitos bons livros que explicam o contexto e relacionam os elementos, como o que mencionei por Perkins. Essas pessoas dispõem realmente de assassinos econômicos que são pagos para matar. Alguns deles recebem o seu dinheiro através de bancos suiços. Mas não só, eles têm um sistema em escala mundial. É preciso expor essas pessoas ao público, que estão prontas a tudo para manter o controle. E quando eu digo tudo, é mesmo tudo.

P: Com a exposição poderíamos detê-los?

R: Sim, dizendo a verdade. Estamos a lidar com criminosos realmente cruéis, inclusive, grandes criminosos de guerra. É pior do que genocídio. Eles estão dispostos e são capazes de matar milhões de pessoas apenas para manter o poder e o controle.

P: Poderia explicar por que a grande mídia no Ocidente permanecem mais ou menos completamente silenciosa sobre o Bilderberg?

R: Porque há um acordo entre eles e os donos da mídia. Eles não falam. Eles compram-nos. Além disso, algumas personalidades dos meios mais importantes são convidadas para as reuniões, mas disseram-lhes para não relatar o que vêem e ouvem.

P: Na estrutura do Bilderberg, existem um círculo interno que conhece os planos e, depois, a maioria que apenas segue as ordens?

R: Sim. Você tem as do círculo mais íntimo que estão envolvidas no satanismo, e depois existem pessoas ingênuas ou menos informadas. Alguns até acham que eles agem para o bem, as do círculo externo.

Heinrich-Himmler-with-Max-Faust-I. G. Farben

P: De acordo com o vazamento de documentos e suas próprias declarações, o Bilderberg decidiu em 1955 criar a União Européia e o euro, portanto eles tomaram decisões importantes e de longo alcance.

R: Sim, e você sabe que o Bilderberg foi fundado pelo príncipe Bernhard, um ex-membro da SS e do partido nazista, que também trabalhou para a IG Farben, que é uma subsidiária que produziu o gás Zyklon B. O outro sujeito era o chefe da Ocidental Petroleum, que tinha estreitas relações com a União Soviética comunista. Eles trabalharam com ambos os lados, mas essas pessoas são realmente facistas que querem controlar tudo, e todos aqueles que se atravessem no caminho, são eliminados.

P: O sistema de pagamento que você mencionou está fora das operações normais, é compartimentado e secreto?

R: Nos bancos suiços os empregados normais não sabem o que acontece. É como um departamento secreto dentro do próprio banco. Como eu disse estas operações estão fora do balanço, sem qualquer supervisão. Alguns estão localizados no mesmo prédio, outros estão no exterior. Eles têm a sua própria segurança e área especial onde somente pessoas autorizadas podem entrar.

P: Como eles podem manter estas transações fora do sistema internacional?

R: Bem, algumas das listas Clearstream eram verdadeiras no início. Eles incluíam nomes falsos só para fazer as pessoas acreditarem que a lista inteira era falsa. Está a ver, eles também erram. A primeira lista era verdadeira, e você pode restaurar um monte de coisas. Viu, há pessoas que descobrem irregularidades e a verdade, e eles dizem-nas. Depois, é claro, existem perseguições na justiça e essas pessoas são forçadas a calarem-se.

A melhor maneira de pará-los é dizer a verdade, apontar os holofotes sobre eles. Se não os pararmos, acabaremos como escravos.

P: Obrigado por esta entrevista.

Peter Odintsov


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